Como se dá a tomada de decisões na sua empresa? Seus colaboradores têm liberdade para exercerem a criatividade e lapidarem boas ideias? Ou você enfrenta dificuldades na hora de desenvolver inovações?

A capacidade de ser criativo é indispensável em qualquer negócio que queira se destacar da concorrência e crescer. Afinal, se a sua equipe se mantiver sempre repetindo práticas que já são consolidadas no mercado, não será possível responder às lacunas e conquistar novos espaços.

Mas como aumentar a inovação dentro da empresa? Essa é uma dúvida comum a muitos empreendedores. E uma das técnicas mais utilizadas para estimular isso é o brainstorming. Neste post, você entenderá o que ele é e como colocá-lo em prática!

O que é brainstorming?

Muitas vezes nós não percebemos, mas o ato de ter uma boa ideia não é instantâneo. Na verdade, passam diversos pensamentos pela nossa mente até que se torne viável transformá-los em algo interessante para o negócio.

O brainstorming é uma técnica que considera essa dinâmica. Ele funciona como uma chuva de ideias: as pessoas são incentivadas a compartilhar tudo o que pensam sobre determinada assunto ou projeto.

Ou seja, as sugestões devem ser expressas sem o julgamento de que seriam boas ou não. Também não precisa haver — inicialmente — a preocupação em definir se o que foi falado é algo viável, prático ou mesmo eficiente.

O criador da técnica acredita que derrubar as barreiras dos julgamentos e críticas é uma maneira de estimular a criatividade, promovendo maiores insights. Além disso, o trabalho em grupo proporciona que mesmo uma ideia aparentemente fraca seja melhorada e se torne útil.

Alex Osborn, o homem que desenvolveu o brainstorming, foi publicitário e estudou profundamente o processo criativo. Devido à sua ampla experiência prática, ele criou a teoria e explicou os preceitos dela em diversos livros fundamentais na área.

Para que serve o brainstorming?

Agora você sabe o que é a chuva de ideias, mas por que ela seria interessante? O objetivo da técnica é oportunizar a criatividade máxima. Ao sentirem que nenhum pensamento é ruim, seus colaboradores ficam mais livres para explorar todas as possibilidades e ir além do óbvio.

Como consequência, podem ser levantadas visões e possibilidades que correriam o risco de não passarem em uma reunião tradicional de negócios. Isso porque é natural que as pessoas se sintam inseguras diante do julgamento dos colegas.

Assim, normalmente diversas ideias são descartadas antes mesmo de serem compartilhadas com os outros. Mas quando se pratica o brainstorming há o oferecimento de maior segurança, de modo que todos se exponham e consigam fugir do comum.

Então, ele serve para listar o maior número possível de ideias. A partir disso, as sugestões são discutidas pela equipe, que pode selecionar as melhores e desenvolvê-las. Focar na quantidade no início permite otimizar o processo de decisão posterior.

Além disso, o brainstorming gera uma vantagem relevante no relacionamento da equipe. Como passam a contar com um espaço acolhedor para compartilhar pensamentos, é comum que os colaboradores se aproximem e passem a trabalhar juntos de maneira mais respeitosa e produtiva.

Como ele funciona?

Engana-se quem pensa que uma reunião de chuva de ideias acontece de qualquer maneira. Longe de ser uma bagunça, o brainstorming funciona a partir de algumas etapas e passos bem estruturados.

É fundamental que a equipe tenha objetivos claros. Logo, o encontro deve começar com a especificação do problema que se pretende resolver ou do projeto a ser desenvolvido. Assim, todos saberão qual é o contexto que está sendo trabalhado.

Podemos pensar no exemplo de uma reunião de marketing em que o intuito seja definir novas estratégias de comunicação nos conteúdos da empresa. Ter esse foco é indispensável para garantir o sucesso do compartilhamento de sugestões direcionadas.

Depois disso, o brainstorming pode acontecer de duas formas: estruturada ou não estruturada. Na primeira, existem rodadas com tempo definido para que cada colaborador apresente suas ideias. Essa é uma forma de se certificar de que todos tenham um espaço de fala.

Já o segundo tipo não envolve ordem específica e nem tempo pré-definido. É dado liberdade para que os participantes se expressem como quiserem. Essa maneira pode funcionar melhor, pois oferece mais dinamicidade à reunião.

Como fazer um bom brainstorming?

Quer começar a utilizar a técnica na sua empresa? O primeiro passo é identificar uma necessidade que precisa ser enfrentada de forma criativa. Depois, convide seus colaboradores para uma reunião de chuva de ideias.

Lembre-se de que alguns dos princípios fundamentais desse momento é a ausência de críticas e a preferência pela quantidade de ideias, e não pela qualidade delas. Agora, confira os critérios de um bom brainstorming.

Estimular o fluxo criativo

O ideal é que se separe um tempo satisfatório para a realização do encontro. Interromper o fluxo de ideias para resolver outras demandas pode atrapalhar bastante. Além disso, também é preciso reservar um local adequado para a reunião.

Peça que seus colaboradores evitem qualquer distração, como realizar ligações ou checar o e-mail. Manter o foco nas discussões ajuda a não perder a linha de raciocínio.

Acolher todas as ideias

Como falamos, é necessário deixar claro que qualquer ideia é bem-vinda, mesmo que algumas precisam ser modificadas ou descartadas ao longo do brainstorming. No primeiro momento, o objetivo é listar o maior número de sugestões possível.

Logo, todos os pensamentos devem ser acolhidos, ainda que pareçam absurdos. Para isso, vale a pena dar feedbacks de encorajamento aos participantes para que sintam que sua função é relevante no grupo.

Deixe alguém responsável por anotar tudo o que for sugerido. Manter a lista em um local visível para todos é uma boa dica para estimular a participação.

Selecionar as melhores sugestões

Em uma reunião tradicional, na qual as pessoas não são incentivadas a fazer uma chuva de ideias, é comum que se tenham poucas sugestões. Nesse caso, fica mais difícil comparar as opções e escolher a melhor. Afinal, não há muitas alternativas.

No brainstorming é diferente. Como foi dado um grande número de ideias, a seleção se torna mais eficiente — já que é possível comparar diversos pensamentos para encontrar os melhores.

Entretanto, fique atento: a etapa de julgar e comparar só deve acontecer depois que todos os participantes compartilharam o que estavam pensando. Aí sim é hora de avaliar a qualidade das ideias.

Definir o plano de ação

A etapa da seleção promove o descarte de sugestões que não seriam as mais eficientes para o problema que a empresa precisa resolver. Depois de identificadas as melhores ideias oriundas do brainstorming, é hora de lapidá-las.

Avaliem as estratégias que serão adotadas pelo negócio e comecem a definir um plano de ação para elas. Assim, a reunião se mostra bastante produtiva.

Agora você aprendeu o que é o brainstorming e como ele funciona. E então, a prática será útil na sua empresa? Experimente o passo a passo que ensinamos e analise os resultados que a chuva de ideias pode trazer na sua equipe!

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