Empresas nascem a partir do sonho de alguém. E, quando se decide empreender, o empreendedor imagina seu negócio fazendo sucesso. Mas, como sabemos, nenhuma empresa vive somente de paixão.

Para que sobreviva, se destaque e cresça, gestores devem contar com uma variedade de habilidades de gerenciamento, as quais são fundamentais para as operações diárias e para o sucesso geral.

Felizmente, existem muitas ferramentas disponíveis para ajudá-lo a melhor gerenciar sua empresa. Neste artigo elencamos quatro.

Confira!

1. 5 Porquês

Esta é uma das ferramentas de gestão empresarial ligada à gestão da qualidade. Conhecida em inglês por 5 Whys, o método 5 porquês é considerado como uma das melhores ferramentas de melhoria contínua para análise de causa raiz.

Ao utilizá-la, o gestor consegue identificar a origem de um problema e enxergar além da questão superficial. O uso da técnica também pode ajudar a determinar as relações entre causa e efeito.

Ela é uma ferramenta simples e seu funcionamento é facilmente compreendido. Como o nome sugere, toda vez que um problema surgir deve-se questionar repetidas vezes a pergunta “por quê?”.

Apesar de ser chamada de 5 Whys, a pergunta não necessariamente precisa ser feita cinco vezes, pois às vezes a causa é descoberta antes (mas é importante entender que a cada resposta mergulha-se mais fundo no coração de um problema).

Com esse mergulho, os problemas podem ser abordados com precisão, tratando-se a causa e não os sintomas. Por isso, o 5 porquês é conhecido como um método poderoso para chegar ao centro de um problema e identificar oportunidades de melhoria.

2. Análise SWOT

SWOT é a sigla para Strengths, Weaknesses, Opportunities e Threats, que em português significa Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças. É também uma ferramenta de gestão empresarial fácil de ser utilizada e é tida como uma aliada para ajudar no desenvolvimento de estratégia de negócios.

Isso porque ao fazer uma análise SWOT, gestores conseguem verificar o trabalho que precisa ser priorizado para expansão da empresa.

Em português a matriz SWOT é também conhecida por FOFA. Basicamente o que ela faz é permitir a organização dos principais pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças em uma lista organizada. A análise geralmente é apresentada em uma grade simples de dois por dois, sendo que:

  • Os pontos fortes e fracos (Strengths e Weaknesses) são internos à empresa. Referem-se às coisas sobre as quais você tem controle e que podem mudar.
  • As oportunidades e ameaças (Opportunities e Threats ) são externas. Elas são coisas que estão acontecendo fora da sua empresa, em um mercado maior.
  • Apesar de não poder alterar ameaças e oportunidades, com uma gestão de riscos eficiente é possível aproveitar-se delas ou reduzi-las. Exemplos incluem concorrentes, preços de matérias-primas e tendências de compras dos clientes.

No artigo Análise SWOT: por que aplicá-la no seu negócio?, explicamos detalhadamente sobre esta ferramenta.

3. Diagrama de Ishikawa

O diagrama de Ishikawa é também conhecido como diagrama de espinha de peixe. É mais uma das ferramentas de gestão empresarial utilizadas para análise de causa.

A diferença para o 5 porquês é que o Diagrama de Ishikawa é tido como uma abordagem mais estruturada. Ele pode ser útil na identificação de possíveis causas para um problema que, de outra forma, não seria considerado, orientando a equipe a examinar as categorias e pensar em causas alternativas.

A ferramenta é visual e é representada por uma espinha de peixe. O problema ou efeito é exibido na cabeça ou na boca do peixe. As possíveis causas são listadas nos ossos menores em várias categorias.

Por este motivo, o diagrama é tido como uma excelente maneira de procurar e evitar problemas de qualidade antes que eles ocorram e possam prejudicar clientes. Evitando, desse modo, que a empresa passe por problemas maiores no futuro.

Recomenda-se que a ferramenta 5 Whys seja usada em conjunto com o diagrama de espinha de peixe.

4. Matriz BCG

A matriz BCG foi criada pelo Boston Consulting Group. Ela fornece uma estrutura para analisar produtos de acordo com o crescimento e a participação da empresa no mercado.

É uma das ferramentas de gestão empresarial mais usadas, pois desde 1968 ela ajuda organizações a entender quais produtos melhor colaboram para capitalizar as oportunidades de crescimento de participação de mercado.

BCG

A matriz representa quatro tipos de fontes de lucros ou resultados, sejam produtos, serviços ou unidades de negócios, categorizando-os em:

  • Estrelas: são as unidades de negócios ou produtos que têm a melhor participação de mercado e geram mais dinheiro. Apesar de isso parecer ótimo em um primeiro momento, é importante entender que pela alta taxa de crescimento as estrelas consomem grandes quantidades de dinheiro.

O cuidado aqui é evitar que produtos estrelas tenham a mesma quantia de dinheiro entrando e saindo.

  • Pontos de interrogação: negócios ou produtos que possuem grandes perspectivas de crescimento, mas ainda uma baixa participação de mercado. Em suma, consomem muito dinheiro, mas trazem pouco em troca, sendo que o retorno é incerto.

No entanto, como essas unidades de negócios estão crescendo rapidamente, elas podem se transformar em estrelas.

  • Vacas leiteiras: as vacas leiteiras são os líderes no mercado e geram mais dinheiro do que consomem. São unidades de negócios ou produtos com alta participação de mercado, mas com perspectivas de baixo crescimento.
  • Abacaxis: são negócios ou produtos com baixa participação de mercado e baixa taxa de crescimento. Frequentemente empatam, nem ganhando nem consumindo muito dinheiro. Muitas vezes é necessário descontinuar um produto ou um negócio que se enquadra neste quadrante.

De todas as ferramentas de gestão empresarial citadas aqui, é a Matriz BCG que empresas devem analisar para administrar portfólio de produtos e serviços e carteira de negócios.

Pronto para melhorar a gestão da sua empresa?

As quatro ferramentas de gestão empresarial citadas neste artigo lhe ajudarão a melhor administrar seu negócio. O 5 porquês e o diagrama de Ishikawa serão úteis para análise de causa raiz e análise de causa e efeito respectivamente.

A matriz SWOT, por meio da análise de forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, pode dar uma visão sobre os pontos que precisam ser reforçados, os que devem ser minimizados e os que necessitam de um cuidado especial.

Por sua vez, a matriz BCG deve ser aplicada para definição de estratégias com relação a produtos, serviços e unidades da empresa.

Ficou claro para você? Já que chegamos no fim deste artigo, caso precise de mais dicas sobre gestão, veja como fazer uma boa gestão empresarial.