Uma empresa não sobrevive sem seus funcionários e clientes, mas também é impossível que ela exista sem uma boa gestão financeira. Por isso, cuidar do caixa é tarefa primordial para qualquer negócio que queira ser sustentável ao longo do tempo.

O que muitos empreendedores e donos de negócios de empresas às vezes demoram a perceber, é que mesmo com as vendas aumentando, a organização pode não ter dinheiro se suas finanças não forem gerenciadas adequadamente.

Portanto, sua empresa poderá falhar se deixar de perceber e/ou de prevenir alguns erros de gestão financeira que – acredite – são mais comuns do que você pode imaginar.

1. Não separar contas empresariais de contas pessoais

Você precisa pagar a mensalidade do colégio do seu filho. Você entra na conta da empresa (afinal, ela é sua) e paga o boleto. A ideia é que na semana seguinte esse valor seja devolvido ao caixa do negócio.

Mas, o que acontece se a quantia não for devolvida? Mesmo que ela seja, a bagunça já aconteceu. Quando a empresa é pequena, é até possível obter um aparente controle do dinheiro fazendo esse tipo de transação, mas à medida que ela cresce, tenha certeza de que fica muito mais difícil.

Isso porque se cada sócio usar a conta da empresa para pagamentos pessoais, nunca se saberá ao certo quanto a organização tem de dinheiro em caixa para cumprir com suas obrigações, como pagamento de salários, por exemplo.

2. Não analisar as demonstrações financeiras com frequência

Não faz sentido verificar um mapa somente depois de chegar ao seu destino, certo? Sua empresa pode ter sérios problemas, ou pode perder oportunidades de crescimento, se não revisar os relatórios financeiros em tempo hábil.

O ideal é que as demonstrações financeiras sejam revisadas mensalmente, pois isso dará tempo para identificar erros e fazer quaisquer correções necessárias.

3. Não ter um planejamento orçamentário

O planejamento orçamentário é uma ferramenta importante para entender onde a empresa encontra-se atualmente e estimar como ela estará nos próximos meses. Tendo essa visão, o gestor consegue ter uma ideia melhor do que precisará ser feito para que o negócio consiga sobreviver e crescer.

Sem um orçamento é bem provável que a organização deixe de contabilizar corretamente suas obrigações fiscais, despesas, gastos e muito mais. Do mesmo modo, é bem provável que não contabilize de forma precisa as entradas de dinheiro.

Uma empresa sem orçamento é como se você fosse colocado num local escuro e tivesse que caminhar por ele. Ou seja, é impossível evitar erros de gestão financeira se não tem como enxergar o que pode estar acontecendo de errado.

Para evitar que isso aconteça, crie um planejamento orçamentário, estimando os custos, receitas, despesas e investimentos para os próximos meses.

4. Não fazer o fluxo de caixa

Dos erros de gestão financeira mais comuns, o de esquecer do fluxo de caixa pode ser, como dizem, o “início do fim” da sua empresa. Engana-se quem pensa que o fluxo de caixa serve apenas para ver o passado.

Ele é muito mais do que isso: trata-se de uma métrica que o empreendedor tem para ajudá-lo a planejar o futuro. Uma análise do fluxo de caixa mostra o quanto de receita a empresa gerou e o quanto destina-se às despesas.

Além das entradas e saídas, quando bem detalhado, o fluxo de caixa é um bom indicativo de informações estratégicas, sendo extremamente útil para processos de tomadas de decisão especialmente com relação a investimentos.

5. Não controlar prazos de pagamentos

Os erros de gestão financeira estão ligados uns aos outros, e quase sempre uma empresa que não faz o fluxo de caixa tem problemas com os prazos de pagamentos.

Ao deixar de honrar compromissos financeiros, a organização, além de sujar sua imagem, acaba tendo que pagar multas ou juros. Nessa situação, é bem provável que ela tenha que tirar dinheiro de algum lugar (que pode ser dos próprios lucros que deveriam ser reinvestidos no negócio).

Muitas vezes, elas se veem obrigadas a pegar empréstimos que podem ir crescendo com o passar do tempo. A longo prazo, todo esse cenário pode levar a empresa a um crescimento totalmente insustentável.

6. Não considerar o capital de giro

Uma empresa só cresce com investimentos, seja para contratar mais pessoas, comprar mais máquinas, adquirir novos equipamentos etc. Para isso, é essencial contar com capital de giro.

Quando uma organização cresce sem controle financeiro – logo, sem capital -, chega um momento que ela não tem dinheiro suficiente para gerenciar custos fixos e variáveis. A conta é simples, pois sem capital para manter as operações básicas, a qualidade dos produtos e/ou serviços, bem como o funcionamento da empresa em si, são prejudicados.

7. Não saber os prazos médios de recebimento e de pagamento

O prazo médio de pagamento refere-se à média de dias entre a data que sua empresa compra algo (como matéria-prima) e o pagamento em si. Já o prazo médio de recebimento é o tempo médio, também em dias, que sua empresa faz uma venda e recebe por ela.

Se, por exemplo, seu fornecedor é pago em duas vezes, mas seu cliente paga em três, é bem provável que seu negócio precise de capital de giro para conseguir manter-se. Conhecer esses prazos é importante para que você possa melhor definir sua política de preços, e também saber quanto de dinheiro é necessário ter em caixa para manter a empresa funcionando sem problemas.

8. Não saber gerir o lucro

A empresa teve lucro, e agora? O adicional deve ir para os bolsos do dono? Aqui é importante voltar para a primeira dica e lembrar que, se contas de pessoas físicas devem ser separadas das de pessoas jurídicas, o mesmo deve acontecer com os ganhos da empresa.

Os proprietários do negócio devem ter um pró-labore a ser respeitado, o que significa que, em caso de lucro, o dinheiro fica exatamente onde está. Em outras palavras, a quantia fica na empresa.

O ideal é que esse lucro seja reinvestido para melhorar as próprias operações e/ou que ele funcione como capital de giro.

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